sábado, 7 de maio de 2011

STF aprova e reconhece União Homoafetiva.

Herança por morte do parceiro, acesso a plano de saúde e até pensão alimentícia viram benefícios legais de casais de mesmo sexo




Com a equiparação de direitos e deveres de casais heterossexuais e homossexuais, aprovada nesta quinta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a rotina dos casais homoafetivos deve passar por alterações, principalmente para incorporar novos direitos civis.

A decisão do STF faz com que a união homoafetiva seja reconhecida como uma entidade familiar e, portanto, regida pelas mesmas regras que se aplicam à união estável dos casais heterossexuais, conforme previsão do Código Civil (veja abaixo).

O que muda com a decisão do STF hoje
Comunhão parcial de bens Conforme o Código Civil, os parceiros em união homoafetiva, assim como aqueles de união estável, declaram-se em regime de comunhão parcial de bens
Pensão alimentícia Assim como nos casos previstos para união estável no Código Civil, os companheiros ganham direito a pedir pensão em caso de separação judicial
Pensões do INSS Hoje, o INSS já concede pensão por morte para os companheiros de pessoas falecidas, mas a atitude ganha maior respaldo jurídico com a decisão
 Planos de saúde  As empresas de saúde em geral já aceitam parceiros como dependentes ou em planos familiares, mas agora, se houver negação, a Justiça pode ter posição mais rápida
 Políticas públicas  Os casais homossexuais tendem a ter mais relevância como alvo de políticas públicas e comerciais, embora iniciativas nesse sentido já existam de maneira esparsa
 Imposto de Renda  Por entendimento da Receita Federal, os gays já podem decalrar seus companheiros como dependentes, mas a decisão ganha maior respaldo Jurídico
 Sucessão  Para fins sucessórios, os parceiros ganham os direitos de parceiros heterossexuais em união estável, mas podem incrementar previsões por contrato civil
Licença-gala Alguns órgãos públicos já concediam licença de até 9 dias após a união de parceiros, mas a ação deve ser estendida para outros e até para algumas empresas privadas
 Adoção  A lei atual não impede os homossexuais de adotarem, mas dá preferência a casais, logo, com o entendimento, a adoção para os casais homossexuais deve ser facilitada

Um direito que não foi estendido aos casais homoafetivos pela corte é o do casamento. “ O casamento exige registro civil e, ás vezes envolve uma aprovação religiosa, se assim decide o casal. Há toda uma formalidade que não existe na união estável”, explica a advogada especialista em direito homoafetivo, Sylvia Maria Mendonça do Amaral.

Antes do julgamento do STF, LGBTs já podiam registrar sua união em cartório num contrato que estabelece divisão de bens e constata a validade da união. “É uma situação que já existe, só falta mesmo regulamentar” afirma a advogada cível Daniella de Almeida e Silva sobre a união homoafetiva.

A presidente da Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP), Adriana Galvão, lembra que até que se edite uma lei que regulamente a união de pessoas do mesmo sexo, os parceiros sempre terão de recorrer à Justiça para fazer valer os seus direitos. "Com a decisão de hoje, porém, os julgamentos tendem a ser mais rápidos e favoráveis aos casais."

A relação homoafetiva era considerada antes apenas um regime de sociedade no Código Civil. Pela interpretação anterior, o casal homossexual era tratado como tendo uma relação de sociedade, ou seja, se há uma separação, os direitos são equivalentes aos existentes em uma quebra da sociedade.

Por outro lado, a união estável, prevista na Constituição Federal (art. 226, parágrafo terceiro) e no Código Civil (art.1723), é tratada como uma entidade familiar e, por isso, regida pelo direito da família. É essa nova interpretação que se estende aos casais gays pela decisão do STF de hoje.

Relação pública, duradoura e contínua
Agora, para ser considerada uma união estável, assim como para os casais heterossexuais, serão necessários alguns requisitos. Não há um prazo mínimo de convivência, mas a relação precisa ser uma convivência pública, duradoura, contínua, ter a característica de lealdade e com a intenção de se constituir família, segundo o próprio Código Civil.

Com a decisão do STF, estende-se à união homoafetiva 112 direitos que até então eram exclusivos dos casais heterossexuais que vivem juntos, segundo a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Família, Maria Berenice Dias, maior expoente de defesa aos direitos homoafetivos no Brasil.

Muitos desses 112 direitos, porém, já vinham sendo garantidos por outros tribunais em casos isolados e até mesmo por órgãos do governo. Desde o ano passado, por exemplo, a Previdência Social passou a conceder ao parceiro gay a pensão por morte e permitir a declaração conjunta do imposto de renda. Assim como a Receita Federal, neste ano, passou a aceitar declarações conjuntas de LGBTs.

No entanto, algumas instituições ainda negam o reconhecimento da relação homossexual como entidade familiar. No ano passado, um clube de São Paulo recusou como sócio o companheiro de um gay.

Mas alguns órgãos da administração pública já permitie que o parceiro de um funcionário homossexual contasse com benefícios de dependente. Esse é o caso do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que propôs uma das ações julgadas hoje pelo STF. Há uma lei estadual para garantir benefícios previdenciários aos parceiros de servidores públicos homossexuais, mas o Estado tinha dificuldades para aplica-lá. Atualmente, o Senado tem em debate a concessão de licença-gala a gays.


Fonte: www.gay1.com.br

quarta-feira, 4 de maio de 2011

STF vota a União Homoafetiva

Assistam ao vivo a votação da PLC 122: União Homoafetiva

STF vota União Homoafetiva

terça-feira, 3 de maio de 2011

Conselho de DA's e CA's - UFPel

CONSELHO DE CAs/DAs - 07/05

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES
CONSELHO DE DIRETÓRIOS E CENTROS ACADÊMICOS

CONVOCATÓRIA

A mesa do Conselho de Centros e Diretórios Acadêmicos da UFPel CONVOCA os representantes dos diretórios e centros acadêmicos para a reunião do próximo sábado, dia 07 de maio, com chamada única às 15h, na sede do DCE (Diretório Central do Estudantes), localizada na Praça Coronel Pedro Osório, nº 62, pela rua Feliz da Cunha. A pauta será a seguinte:

a) Informes gerais;
b) Prestação de contas da Gestão “Quem vem com tudo não cansa”;
c) Rotatividade da Mesa do Conselho de Centros Acadêmicos (Campus Capão do Leão);
d)Problemas estruturais da UFPEL;
e) Jornal do DCE;
f) Jornadas de Debates do DCE
g) Outros.

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A reunião é organizada pela mesa do Conselho de Centros Acadêmicos, composta pelos cursos de Ciências Sociais, Direito e Engenharia Madeireira.

Pelotas, 02 de Maio de 2011


Lucas Rech Carolina Faria
D.A. Florestan Fernandes C.A. Ferreira Vianna
Ciências Sociais Direito

Leandro Haertel
D.A. Engenharia Madeireira 

domingo, 1 de maio de 2011

Jornada de Debates DCE UFPel


O DCE-UFPel gestão TODAS AS CORES tem a satisfação de convidar a comunidade para participar dos seus eventos, mais ainda quando eles são planejados para discutir os problemas que nos afetam diariamente, visando obter democraticamente as soluções.
Segue a agenda de atividades:

Terça-feira, 03 de maio
Ações afirmativas nas universidades brasileiras - Argumentos favoráveis e contrários às cotas na UFPEL
12h30: Salão Nobre da FAEM; 19h: Auditório do IAD
José Luiz de Moura Filho: Mestre em Direito pela UNISINOS (2001) e Doutor em Desenvolvimento Regional pela UNISC (2010). Coordenador do Curso de Direito da UFSM e do AFIRME - Observatório de Ações Afirmativas para acesso e permanência nas universidades públicas da América do Sul. 
Gustavo Kratz Gazalle: Especialista e Mestre em Direito pela UFRGS. Professor da Faculdade de Direito da UFPEL.
Winnie Bueno: Militante do movimento negro de Pelotas. Integrante do projeto de extensão de estudos afro-brasileiros da UFPEL.


Quarta-feira, 04 de maio
O profissional da saúde em movimentos sociais
Campus Anglo – Sala 29, Faculdade de Enfermagem (18h)
Gabriele Jongh Pinheiro Bragato: Integrante do Diretório Acadêmico de Estudantes de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (DAEE/UFRGS). Integrante da Coordenação Nacional da Executiva Nacional de Estudantes de Enfermagem (ENEEnf).
Michele Mandagará de Oliveira: Mestre em Enfermagem (Saúde Pública) pela Universidade de São Paulo (2003). Doutora em Enfermagem (Saúde Pública) pela Universidade de São Paulo (2008). Professora da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Pelotas.

Quinta-feira, 05 de maio
A luta pela democracia na UFPEL: histórico e perspectivas
12h30: Salão Nobre da FAEM; 19h: Auditório do IAD
Ediane Sievers Acunha: Servidora da UFPEL. Coordenadora da Associação dos Servidores da Universidade Federal de Pelotas (ASUFPel Sindicato)
Lawrence Estivalet: Estudante de Direito e de Filosofia na UFPEL. Representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE/UFPEL)
Sérgio Barum Cassal: Professor Aposentado da UFPEL. Representante da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pelotas (ADUFPEL)

Certificados e forma de inscrição

Serão conferidos certificados de 20h, como ouvinte, àqueles que participarem de, pelo menos, 3 (três) debates gerais e de 1 (um) debate específico.
A inscrição é gratuita e pode ser feita no dia de ocorrência do debate.


Também ocorrerão na I JORNADA DE DEBATES DO DCE/UFPEL:
Debates gerais:
15 de abril, sexta-feira: A sociedade na universidade e a universidade para a sociedade: Perspectivas latino-americanas.
Locais: Instituto de Biologia (Prédio 25, Sala 09) e Salão de Atos da Faculdade de Direito.
26 de abril, terça-feira: Transporte não é lata; estudante não é sardinha.
Locais: Auditório da FAEM (12h30) e Faculdade de Enfermagem, Sala 20 (19h)
28 de abril, quinta-feira: A gente não quer só comida: o problema de estrutura e assistência estudantil nas IFES.
Locais e horários: Auditório da FAEM (12h30) e Auditório do IAD (19h)
03 de maio: Ações Afirmativas nas Universidades Brasileiras - Argumentos contrários e favoráveis às cotas na UFPEL
Locais e horários: Auditório da FAEM (12h30) e Auditório do IAD (19h)
05 de maio: Histórico e Panorama da Democracia na UFPEL
Locais e horários: Auditório da FAEM (12h30) e Auditório do IAD (19h)

Debates específicos:
04 de maio: O profissional da saúde em movimentos sociais
Local e horário: Campus Anglo – Sala 29, Faculdade de Enfermagem (18h)
09 de maio: Das hidrelétricas ao novo código florestal: meio-ambiente e capitalismo
Local e horário: Auditório da FAEM (12h30)
09 de maio: Os desafios da saúde pública no Brasil
Local e horário: Faculdade de Medicina, Prédio Principal, 3º andar, Sala 302 (18h)
11 de maio: Planejamento e exclusão na cidade
Local e horário: Auditório do IAD (19h)
12 de maio: Mulheres, Feminismo e a Luta LGBT
Local e horário: Auditório do IAD (19h)
13 de maio: Agroecologia
Local e horário: Área do GAE (12h30)
Seja protagonista, venha fazer a diferença, embarque na caravana do DCE!
DCE-UFPel Gestão TODAS AS CORES
32276560 

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Informação

A cada dia que passa, se firma em mim a ideia de que as só lêem o que é interessante para elas. Mas interessante, no sentido de 'querer saber'. O resto, é resto e não interessa a indivíduos limitados.
É assim que se faz violência ignorantemente.
É assim que ideias se tornam mais importantes que o respeito a diferença. Ideias se tornam mais importantes que indivíduos.

O que é importante pra você?
O que te faz agir?
O que te faz reagir?
O corpo do outro é um limite claro ou não?
Ideias são imutáveis?

Que tal oferecer oportunidades?
Pense nisso.

Pensar é grátis ainda.